Histórico da comunidade
Os primeiros habitantes da comunidade Toldo Guarani, viviam da caça, da pesca e da coleta de frutíferas nativas. Suas casas eram construídas com base na chamada “arquitetura vernacular”, utilizando materiais naturais como a taquara, cipós e madeiras técnica, conhecida também como “pau a pique”. Além disso, havia produção de artesanatos elaborados para uso cotidiano, como balaio feito de taquara, com objetivo de guardar alimentos, além da produção de flechas utilizadas para caça (EIA, 2015).
Conforme estudo antropológico realizado na comunidade indígena Toldo Guarani (EIA, 2015), a primeira demarcação do território tradicional guarani, conforme mencionado, ocorreu em 1908. Ação em que conferiu 717 hectares à comunidade. No ano de 1960, no entanto, o governo do estado do Rio Grande do Sul solicitou ao Serviço de Proteção ao Índio (SPI) uma área de 50 colônias da terra indígena Toldo Guarani para a instalação de 47 famílias não indígenas. Desta forma, a área indígena passou por uma redução: dos 717 hectares originais para, apenas, 200 hectares. Esse período foi marcado pela transferência da terra comunitária indígena ao mercado de terras regional, pela territorialização da agricultura familiar e pela desterritorialização dos povos originários do seu território tradicional (EIA, 2015)
A comunidade indígena Toldo Guarani vivenciou dois processos significativos em sua história, o primeiro dos quais foi a retomada de seu território tradicional em 1998, após lutas intensas. Essa retomada representou um marco importante na busca pela preservação da identidade e dos direitos territoriais dos povos indígenas. Quando os guaranis retomaram seu território em 1998, dado a falta de políticas adequadas e as necessidades imediatas de geração de renda, as famílias indígenas deram prosseguimento ao modelo de produção convencional, já implantado pelos agricultores familiares.
Mesmo com a retomada do território somente algumas famílias conseguiram manter e passar adiante parte desses conhecimentos transmitidos pelos mais velhos. Isso é uma questão preocupante, pois os conhecimentos tradicionais são valiosos para a preservação da cultura.
Outro processo muito importante para o território guarani, foi o processo de reivindicação pela indenização da linha de transmissão de energia elétrica, após anos de reivindicações junto ao Ministério Público e à Funai, a comunidade obteve sucesso em suas demandas. No ano de 2015, onde foi realizado o primeiro Estudo de Impacto Ambiental ao qual teve objetivo de identificar os impactos causados pela Linha de transmissão 138 kv Usina Hidrelétrica de Passo Fundo – Subestação Erechim1.
Após este estudo o qual foi construído com a participação da comunidade, no ano de 2023, após intensas negociações, um acordo foi alcançado entre a comunidade e a empresa CPFL, dando início à execução do programa CI-PBA, a qual tem duração de 4 anos.


Comentários
Postar um comentário